Trabalho Final - Breno
Mercado Sul: Símbolo de resistência e cultura.
Localizado na QNB 12/13, o lugar
que vem se consolidando desde a reocupação há quase 30 anos. Os três blocos de
prédios de dois andares enfileirados guardam um teatro de bolso, uma oficina de
artesanato, uma de reciclagem, um ateliê de reparos e fabricação de
instrumentos musicais, um de costura, brechós e até um local de empréstimo de
bicicletas. Inclusive, uma costureira e um artista plástico, Vírgilio Mota, trabalhadores do local, estão retratados nesse projeto.
Desde
a sua criação, o local já foi um grande centro comercial, mas ao decorrer do
tempo perdeu força e foi esquecido pela população em geral. Só sobraram algumas
lojas de oficinas e estofados. Quanto mais caia em decadência, o local se
tornou alvo de tráfico de drogas e de prostituição. O lugar só voltou a ter
movimento quando dois artistas viram que a região estava abandonada e começaram
a movimentar o Mercado Sul através da reocupação utilizando a arte, com
barracos coloridos e com grafites. Com isso, mais pessoas foram ocupando e assim,
se tornou esse movimento cultural em Taguatinga. Atualmente, há uma disputa judicial entre o
dono do local, sem-teto e artistas pela propriedade do local.
O
objetivo desse trabalho é justamente retratar, através de fotografias, a vida e a resistência do Mercado Sul. Esse projeto foi motivado através das lembranças que possuía
desde a infância, ido as feiras, participado nos eventos culturais e ter
conhecido gente nova. As fotos são dividas em tantos aspectos: Relação entre
morador e comerciantes, mostrar a caracterização do lugar através de pinturas e
grafites, retratar os artistas e trabalhadores no local pra que o leitor veja o
símbolo cultural que o lugar se tornou através da reocupação.
Trabalhadores da feira guardam os objetos utilizados na feira.
O Mercado Sul é caracterizado pelos diferentes estilos de pinturas nos barracos.
Também pela mistura entre comércio e residência
Café Brechó, o único café do local. Tem peças de roupas, acessórios e lanches.
Alguns dos grafites que caracterizam o local, com referencias ancestrais africanas
Casa Diamba, morada cultural que propõe debates, eventos, palestras, exibição de documentários, apresentações, saraus, entre outros.
Outro box colorido com grafites e pinturas
Fátima, costureira do Mercado Sul, possui essa loja há aproximadamente 5 anos.
Arnaldo Deodato, veio de Recife para se apresentar na Eco-Feira, ficou instalado na casa de um amigo, que mora no Mercado Sul.
Moradora tira as roupas do varal.
Virgílio Mota, artista plástico, possui uma loja no Mercado Sul que reutiliza papelão e transforma em objetos, utensílios e até instrumentos musicais.
Exposição do Virgílio, no Museu dos Correios, no Setor Comercial Sul Bloco A, 256, 3º Andar.

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