Pauta esportiva - Tayná Fernandes

       

A arte do Pole Dance


         Considerado por muitos algo vulgar, associado à strippers e ao erotismo o pole dance vem ganhando cada vez mais espaço como esporte. Já são inúmeros estúdios espalhados pela capital federal, que oferecem aulas dessa modalidade.
         Tudo que é necessário para essa prática é uma barra de metal que vai do chão até o teto. O pole dance ajuda a definir a musculatura da barriga, dos braços e das pernas. Além de aflorar a sensualidade.
         Em Brasília, a procura pelo esporte aumenta cada vez mais. As aulas saem por volta de 175 reais duas vezes na semana, “a procura é grande, mas ainda é uma área com poucos profissionais” comenta Giualinna Gonçalves, de 20 anos, praticante do esporte.
         A professora de pole dance Fabiane Goulart, de 35 anos, participa de workshops e cursos com duração de um final de semana para aperfeiçoar ainda mais suas técnicas “eu sou professora de tudo”, ela brinca. Além de ensinar pole dance Fabiane também dá aulas de várias danças, entre elas a dança do ventre.
         Não existe idade para a prática, Fabiane conta que além de alunas mais velhas, algumas crianças também praticam o esporte. “Idade não é barreira para o pole dance”, diz Giulianna que divide o horário de aula com Nalu Raphaela Morais, de 38 anos.
     Um fato curioso sobre a modalidade que poucos conhecem é que a barra utilizada para a prática não é fixa. A professora é quem determina quando as travas serão removidas e a barra ficará em modo giratório.
         Raphaela Goulart, de 27 anos, é professora de educação física e já participou de competições, sendo a mais recente o Campeonato Pan-americano de Pole Dance, “Eu sempre desço da barra com a coxa vermelha, e também fico roxa muito rápido”, relata. O campeonato de pole dance é regulamentando pela Federação Brasileira de Pole Dance, que está com viagem marcada para Florença, Itália para competir. A expectativa de público para o Pan-americano deste ano é de 200 atletas vindos de 12 países.
         Além de emagrecer, definir músculos e aflorar a sensualidade o pole dance ajuda muito na autoestima. A mulher passa a se sentir mais bonita e confiante depois de começar as aulas. O que ajuda muito no dia-a-dia e no relacionamento.
         Para muitos o pole dance pode ser sinônimo de vulgaridade, mas para as mulheres que praticam o esporte é uma forma que elas encontraram de se exercitar e definir seus músculos se sentindo confiantes, bonitas e sensuais.



Giulianna Gonçalves, de 20 anos, faz a posição Mexicana no Instituto Anandah.


Nalu Raphaela Morais, de 38 anos, alonga com a posição Ted utilizando pesos.


A roupa curta é necessária para realizar as chamadas “travas”. 


Giulianna na Escalada, movimento utilizado para ganhar altura na barra.


No frio a barra retém mais umidade e fica escorregadia, para resolver isso as praticantes utilizam uma toalha com álcool.


Giulianna, na posição Golfinho Invertido.


 As competições de Pole Dance acumulam um histórico de mais de 600 atletas vindos de 26 países.


Fabiane Goulart, de 35 anos, realiza corretamente pela primeira vez a posição Titanic.


Os hematomas são frequentes em praticantes de pole dance, devido o atrito da dançarina com a barra.


Além dos hematomas pelo corpo, calos nas mãos também são frequentes em pole dancers. Na foto: Em cima, Fabiane Goulart e Nalu Raphaela Morais. Embaixo,  Giulianna Gonçalves e Raphaela Goulart.

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